A MARCA

UMA MARCA DE CONTO DE FADAS

Era uma vez, nas longínquas terras da Tailândia, um monge chamado Isaac que vive numa alta montanha cheia de neve, com suas três vaquinhas chamadas Sacudida, Boa Medida e Transbordante. Sacudida, muito magrinha, dava pouquinho leite, mas tão cremoso que quase já vinha espumante. Boa Medida dava um bom tanto de leite, fresquinho como a neve.

E Transbordante dava tanto leite que ele jorrava deva como uma cachoeira. Isaac o monge não precisava de mais nada na vida! Tinhas suas vaquinhas com seu leite delicioso, tinha sua casa, tinha sua montanha… a única coisa que deixava Isaac triste, as vezes, era olhar lá para baixo e ver a pequena cidade ao sopé da montanha.

Um mago havia jogado uma maldição naquela cidade, uma vez, a muito tempo atrás, de modo que ela vivia coberta de névoa. Uma névoa cinza e triste, sem cor alguma, e todos os habitantes de lá acabaram ficando do mesmo jeito, triste e sem cor.

Um belo dia uma mulher vinda de outras terras subiu a montanha de neve de Isaac, carregando consigo um carrinho. – Bom dia, monge, o senhor gostaria de ver meus tesouros? Isaac disse que sim, esperando ver as coisas que os homens geralmente chamam de tesouro, como joias, ouro, talvez uma pintura. Mas quando a mulher tirou a lona de cima do carrinho, Isaac viu tesouros verdadeiros.

Frutas de todas as cores, todos os tamanhos, todos os cheiros! Frutas que ele conhecia, e muitas, muitas que ele não conhecia. Frutas macias, e frutas espinhosas. E de repente, o monge Isaac teve uma ideia! – A senhora me deixaria algumas dessas aqui? Posso trocar por muito leite. A senhora aceitou a oferta, dizendo que nunca havia provado leite melhor.

Ela deixou com Isaac uma de cada de suas frutas, e Isaac se pôs a experimentar. Ele tinha muitos experimentos a fazer! Primeiro Isaac tentou somente amassar as frutas, mas muitas delas perdiam as cores quando se fazia isso. Depois, ele tentou misturar com um pouco de leite. As cores eram melhores, mas leite não era fácil de transportar. Então Isaac viu uma pedra descansando na neve, e resolveu fazer mais uma experiência.

Ele pegou sua faca, misturou as frutas com o leite, e bem devagarzinho, derrubou sobre a pedra. Com cuidado e firmeza, ele começou a misturar, e uma mágica começou a acontecer diante de seus olhos! O leite ficou bem firme, bem gelado, e cada vez que Isaac raspava a faca, ele se transformava em rolinhos perfeitos, parecendo flores coloridas. Isaac pulou de alegria, encheu uma bandeira e desceu até a vila ao sopé da montanha. – Rolinhos de cor! Venham comer rolinhos de cor! E um a um, os habitantes da cidade, todos cinzas e triste, foram aceitando os rolinhos de frutas que Isaac havia feito, e foram se enchendo de cores e sabores de todos os tipos. Eram tantos que a névoa mágica do mago não foi capaz de continuar cinza, e aos pouquinhos, como um velho rabugento que se levanta da cama, ela foi deixando a vila. E a cor voltou, graças a Isaac e seus rolinhos de sorvete!

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